Sexta-feira, 29 de Junho de 2018

Panificadora em Vila Real, projeto de Nadir Afonso.

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publicado por Laura Afonso às 12:45
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Sábado, 19 de Maio de 2018

Pássaros

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 © Nadir Afonso


publicado por Laura Afonso às 08:55
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Segunda-feira, 7 de Maio de 2018

Panificadora de Vila Real, um projeto de Nadir Afonso

http://www.jornalarquitectos.pt/pt/forum/cronicas/a-panificadora-de-nadir-afonso

 

  
05 / 2017

A panificadora de Nadir Afonso

Um caso de destruição misteriosa, precisa e contínua no Nordeste do país

Por Catarina Ribeiro e Vitório Leite

“Aos olhos de um indivíduo, de uma família, ou até de uma dinastia, uma cidade, uma rua, uma casa, parecem inalteráveis, inacessíveis ao tempo, aos acidentes da vida humana, a tal ponto que se julga poder contrapor e opor a fragilidade da nossa condição à invulnerabilidade da pedra.” 1

 

©merooficina
©merooficina

 

A destruição misteriosa

 

Na madrugada de domingo 8 de Abril de 2017, os vizinhos da antiga e abandonada fábrica panificadora de Vila Real, acordaram com um enorme estrondo. Alguns espreitaram pela janela e repararam que parte da fachada estava no chão. Possivelmente encolheram os ombros e voltaram para a cama, pensando que se tratava do início de mais uma reconstrução que, como muitas outras que se têm realizado no nosso país nos últimos anos, começara pela demolição integral do existente. Poderão não ter percebido nesse momento que a devoluta panificadora de Vila Real projectada na década de 1960 por Nadir Afonso ficou, após esse estrondo, em risco de desaparecer.


Os relatos destes vizinhos e as marcas no solo revelaram o recurso a máquinas pesadas, denunciando que a causa do desabamento da fachada, não fora mero vandalismo, como registado. 2

 

Estas demolições durante o fim-de-semana, não foram o primeiro acto de destruição. Uma breve visita ao local e a consulta de fotografias recentes revelam que, durante os últimos meses, a destruição tem vindo a assolar o interior deste edifício abandonado e inalterado há já vários anos. Uma demolição gradual, realizada em horários que permitem pouca visibilidade. Um empurrão para a destruição total que o tempo e o abandono, sozinhos e desamparados perante uma estrutura tão resistente, não estavam a conseguir levar a cabo.

 

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©Hugo Santos

 

A destruição precisa

 

Talvez por mero acaso, estas demolições tenham começado após ter dado entrada na Direcção Geral do Património Cultural (DGPC) uma candidatura para classificação do edifício a Imóvel de Interesse Público, entregue em Maio de 2016 e empreendida por uma estudante de arquitectura, Ana Luísa Morgado, natural de Vila Real, na sequência da sua tese de mestrado em arquitectura sobre o edifício.

 

Talvez por coincidência, a destruição esteja a incidir em elementos arquitectónicos salientados nessa candidatura, como o antigo forno de pão revestido a azulejos ou a caixilharia em betão que separa o espaço interior e apoia os grandes envidraçados da fachada frontal. Perante a “ameaça” da protecção, a destruição surge apontada aos elementos mais marcantes do edifício. 

Talvez por casualidade, os “vândalos” vão demolindo os elementos mais resistentes do edifício. As estruturas metálicas, os portões e os envidraçados, elementos mais valiosos para uma possível venda ou re-utilização, continuam intactos, enquanto as paredes de alvenaria de tijolo, as estruturas de betão e o forno em tijolo burro se encontram gravemente danificados.

 

E, talvez por se tratarem apenas de vicissitudes de menor importância, não se conhece qualquer queixa feita às autoridades após se ter detectado a destruição e o suposto vandalismo gradual que assola um edifício com provável interesse histórico.

 

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©Hugo Santos

 

A destruição continua?


Perante a relutância dos serviços da Câmara Municipal em responder àqueles cidadão que os contactaram, na segunda-feira após o fim-de-semana da demolição da fachada, um grupo de habitantes decidiu divulgar as demolições ilegais evidentes em vários meios de comunicação locais e nacionais, tentando obter uma reacção dos responsáveis políticos. Perante a pressão dos meios de comunicação, a reacção foi imediata, tanto por parte do município, que alegadamente mandou uma equipa de técnicos para investigar o acontecimento, como por parte da DGPC, que tomou medidas extraordinárias de aceleração do processo de classificação. 3

 

Tratando-se de um dos poucos vestígios de Arquitectura Moderna em Vila Real, que para além do seu valor patrimonial incalculável e reconhecível, foi destacado como um importante elemento da memória colectiva da cidade, é no mínimo insólito que os responsáveis políticos não tomem a iniciativa de o proteger ou recuperar.


Numa recente consulta à população de Vila Real, no âmbito de um concurso de ideias de regeneração urbana 4, promovido em 2015 pela CIP e pela Câmara Municipal, o edifício foi destacado como um ponto importante da cidade. Nesta consulta, a panificadora foi o elemento da cidade mais referenciado para uma possível recuperação. E a sua relevância terá sido tão evidente que, embora afastado do centro histórico da cidade, o edifício foi objecto do concurso de ideias de arquitectura para a regeneração urbana da cidade, com apresentação pública dos resultados em Setembro de 2015. Este concurso e o reconhecido interesse arquitectónico do edifício, sobre o qual se têm escrito vários artigos e realizado extensos trabalhos académicos, de nada parecem ter valido para a sua salvaguarda, nunca se tendo revelado da parte de nenhuma instituição da cidade, qualquer interesse ou intenção na sua recuperação.

 

As características morfológicas e construtivas da Panificadora são: a estrutura em betão armado que permite a configuração aberta e flexível das suas naves; as coberturas abobadadas, ligeiramente apontadas em diagonal, que facilitam a iluminação natural de todo o espaço e os revestimentos, correntes e funcionais, sugerem um projecto de reabilitação de custos controlados, com poucos recursos, e facilmente adaptável a diversos usos e programas. 

 

No entanto, os responsáveis políticos teimam em ignorar a opinião de grande parte dos habitantes que os elegeram e que desejam a recuperação deste elemento fundamental da história recente da sua cidade.


Hoje, ainda sem protecção, a panificadora projectada por Nadir Afonso continua à mercê dos “vândalos”, que tanto desejam a sua demolição. ◊

 

 
 
 
 
 

publicado por Laura Afonso às 16:04
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Terça-feira, 1 de Maio de 2018

Vamos Salvar o edificio da Panreal

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=Panreal

Para: Ex.mo Sr. Presidente da Câmara de Vila Real, Dr. Rui Santos

O edifício da antiga panificadora PANREAL, erguido sob projeto do clamado transmontano Nadir Afonso, merece ser preservado como exemplo, não só, do génio de um grande artista, de um tipo de arquitetura de época mas também como visão de espaço de trabalho de uma profissão que vai desaparecendo.

O seu estado de destruição não é ainda irreversível mas não se deve esperar pelo longo processo de classificação, por parte das autoridades competentes, mas sim atuar imediatamente e fazer com que sejam abandonados quaisquer projetos que incluíam a sua demolição e transformação ou alteração do essencial da estrutura.

Analisar possíveis formas de aproveitamento do edifício e das fachada originais como um elemento cultural para usufruto da população, da cidade e dos visitantes (por exemplo café, padaria tradicional com decoração alusiva ao arquiteto e pintor).

A salvaguarda do património cultura tem que ser um imperativo do município, numa visão de preservação da memória material e no reconhecimento das características de todos os momentos da história da cidade.

A recuperação de tal espaço seria seguramente um mais valia para todos.

publicado por Laura Afonso às 13:23
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Quarta-feira, 31 de Janeiro de 2018

Place Rouge

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© Nadir Afonso

«O papel do esteta seria proceder através desses traços errantes, a uma análise do trabalho elaborado em função do objetivo procurado e do resultado finalmente alcançado. Trata-se de apreender no seu conjunto as diferentes qualidades da obra de criação, produto da natureza e do homem, a fim de descobrir entre elas aquelas que relevam especificamente da estética.

Tal como o arquiteto que busca a forma capaz de satisfazer simultaneamente o nosso sentido da proporção e da função arquitetónicas, apercebemo-nos dos desacordos que, por trás da unidade aparente, opõem estes dois tipos de atributos: proporção e função. Mas foram-nos necessários longos trabalhos antes de chegarmos a definir qualitativamente a sua diferença, antes de distinguir aquilo a que chamamos hoje a qualidade de harmonia e a qualidade de perfeição e que tentaremos definir em seguida.

Se não estabelecermos à partida essa diferença qualitativa primordial, os nossos juízos deixar-se-ão contaminar rapidamente - segundo o processo crítico corrente - pela emoção que a obra nos transmite; ora, o facto de eu me sentir emocionado perante este computador ou aquele retrato da minha mãe não significa que eu esteja perante uma obra de arte; e se eu assim o pensar; é porque confundo a forma que exprime a função ou a evocação com a forma que exprime a proporção. Ao designar como obra de arte qualquer objeto de produção ou de investigação, a estética corre o risco de perder-se, arrastada pela vaga do subjetivismo e do ceticismo.» Nadir Afonso, O Sentido da Arte

 


publicado por Laura Afonso às 10:47
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Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

A RTP Memória apresenta Nadir Afonso (4 de Dezembro 1920 - 11 de Dezembro2013)

Um filme de Jorge Campos

 

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publicado por Laura Afonso às 23:13
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Domingo, 2 de Julho de 2017

Exposição - Nadir Afonso, Aerquitetura na tela no Museu de Arte Contemporanea Nadir Afonso,

Curadoria de António Choupina

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publicado por Laura Afonso às 12:13
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Quarta-feira, 27 de Julho de 2016

Exposição inaugural do Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso em Chaves.

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publicado por Laura Afonso às 11:48
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Quinta-feira, 13 de Agosto de 2015

Nadir Afonso - Eros no Centro de Artes Nadir Afonso em Boticas

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publicado por Laura Afonso às 12:19
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Quinta-feira, 18 de Junho de 2015

Chaves

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publicado por Laura Afonso às 11:39
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Segunda-feira, 27 de Abril de 2015

Nadir Afonso

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publicado por Laura Afonso às 23:09
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Domingo, 12 de Abril de 2015

Nadir Afonso

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publicado por Laura Afonso às 08:52
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Quinta-feira, 9 de Abril de 2015

Museu Nadir Afonso em Chaves

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Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2015

Museu Nadir Afonso, Chaves.

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 Projeto de Álvaro Siza


publicado por Laura Afonso às 03:24
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Segunda-feira, 15 de Setembro de 2014

Nadir Afonso


publicado por Laura Afonso às 09:11
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Quinta-feira, 7 de Agosto de 2014

Álvaro Siza em Chaves


publicado por Laura Afonso às 08:51
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Terça-feira, 5 de Agosto de 2014

Para breve

 


publicado por Laura Afonso às 21:20
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Quinta-feira, 24 de Julho de 2014

Exposição Sequenzas de Nadir Afonso no Centro de Artes Nadir Afonso em Boticas .

Com curadoria de Maria de Fátima Lambert



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Sexta-feira, 4 de Julho de 2014

Fundação Nadir Afonso


publicado por Laura Afonso às 11:50
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Quarta-feira, 2 de Julho de 2014

Porto cidade em transição


publicado por Laura Afonso às 05:42
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