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Espacillimité

NADIR AFONSO - laurafonso@sapo.pt

Espacillimité

NADIR AFONSO - laurafonso@sapo.pt

21
Out10

Exposição «Nadir Afonso - Sem Limites» no MNAC- Museu do Chiado

Laura Afonso

 

 

 

A exposição «Nadir Afonso - Sem Limites» no MNAC- Museu do Chiado, encerrou no passado dia 3 de Outubro.

 

Desde 1994, a exposição retrospectiva dedicada a Nadir Afonso foi, até hoje, a que contou com maior número de visitantes naquele Museu, à excepção da exposição «De Picasso a Dali», em 1998. Os meses da exposição foram também, até ao momento, os melhores meses de 2010.

 

Os nossos agradecimentos a todos aqueles que acreditaram e contribuiram para a realização deste projecto.

 

A nossa gratidão à Adelaide Ginga pelo excelente trabalho de curadoria e ao Pedro Lapa pela proposta deste projecto.

 

 

14
Set10

Michel Toussaint debate 'Nadir Afonso e a Arquitectura'

Laura Afonso
Nadir Afonso

O professor Michel Toussaint dará, na próxima quinta-feira, às 18h30, uma conferência no Museu do Chiado, em que aborda o trabalho do português e a sua relação com a arquitectura.

Ao mesmo tempo, pode ser vista no Museu do Chiado uma colecção retrospectiva de 100 obras de Nadir Afonso, abarcando os períodos que influenciaram o artista de 1930 a 1960.

Pintura e arquitectura estão lado a lado na vida de Nadir Afonso, até 1965, altura em que o artista abandona definitivamente a arquitectura para se dedicar à sua obra. 'O desenho', diz  Adelaide Ginga, curadoura da exposição, 'apresenta-se como elo forte nesta relação dual, a base matricial dos estudos e o meio de concretização no suporte'.

 

DN

10
Set10

Curved Forms, Out of the Loop: Portugal’s Nadir Afonso

Laura Afonso

http://artcritical.com/2010/08/23/nadir-afonso/

 

Curved Forms, Out of the Loop: Portugal’s Nadir Afonso


Report from… Lisbon

Nadir Afonso: Without Limits at Mnac-Museu do Chiado, Lisboa

June 22- 3 October, 2010
National Museum of Contemporary Art
Museu do Chiado, Rua Serpa Pinto, 4
Lisbon, (00351) 213 432 148

Nadir Afonso, Espacillimité, 1954.

Nadir Afonso, Espacillimité, 1954.

Are there universal laws governing the development of abstraction? The canonical American Abstract Expressionists (Pollock, de Kooning, Rothko) started in the WPA years as naturalistic painters, passed through Surrealism in the early 1940s, and then made the breakthrough into their varied forms of abstract painting. Nadir Afonso, born into a very different culture, in a small town in Northern rural Portugal, in 1920, studied architecture and then painted magnificent cityscapes like Vila nova de gaia (1942). In the late 1940s, working in Paris for Le Corbusier, he did surrealist pictures like Èvora surrealista (1945). Unlike his American colleagues, however, he always retained a geometric structure. No doubt this was a natural device for a practicing architect.  Hethen quickly moved into what he called “pre-geometrism,” making paintings like composiço geométrica (1947), positioning circles, squares and rectangles painted in soft, neutral colors in a flat field.  He lived for a time in Brazil. When he returned to Portugal it was to make purely abstract paintings employing curved forms, which he associated with the baroque architecture of Porto. Around 1950 he entered what the catalogue calls his “Egyptian Period,” employing geometries he associated with hieroglyphics. And then when in 1954 he moved to Paris to produce kinetic abstractions like Espacilimitè (1958). He was involved with the Galerie Denise René, where kinetic art was shown, and exhibited alongside Victor Vasarely.

This large exhibition included only two small rooms of Afonso’s early landscapes and Surrealist pictures, but too many of his later paintings. When a gifted artist is frankly repetitive, he is not served by a very full display of many of his variations on a limited range of themes. It only takes us up to 1960 and so I look forward to learning what Agonso has done more recently. Now ninety, he’s still at work.  It’s hard to name a famous Portuguese painter. Paula Rego was born there and has her own freestanding museum just North of Lisbon, but her career has unfolded in London. Like many of the smaller European countries, Portugal doesn’t have an easily identifiable visual culture. Spain has a long tradition, including El Greco, Velazquez, Goya and Picasso. It’s impossible to name equivalent Portuguese visual artists. In this way, Portugal is like Greece or Ireland or Sweden, other countries, which have not produced a single canonical artist.  The novelist José Saramago has become world famous, but no Portugese painter is well known internationally.

Nadir Afonso, Évora Surrealista, c.1945. oil on canvas. 96.5 by 111 cm

Nadir Afonso, Évora Surrealista, c.1945. oil on canvas. 96.5 by 111 cm

Afonso’s urban-based abstractions will remind an American of Peter Halley’s cells, but rounded and done in pastel, like many buildings in Lisbon.  How, one wonders, did Afonso, whose goal was creating harmonious spaces, respond to the dramatic history of his native country, which during his lifetime has passed through fascism to now become a functional, if troubled democracy? In Latin America, Mondrian-style abstraction was associated with hope for a utopian social order. It would be extremely interesting to know how Afonso understands the relationship between his development and Portugal’s politics. For abstractionists based in or coming from America, the city offers a structure. Look at Cy Twombly’s 1960s painterly abstractions, which are based upon his Roman life; at Ellsworth Kelly’s great  early paintings, which are grounded in his experience  in the 1950s of Paris; and Sean Scully’s reductive paintings, which grow out of his life as an emigrant in New York in the late 1970s. The grid, the stripe, or indeed any regularly repeated element can serve to organize abstract painting. So too can graffiti-filled walls or geometric structures. Afonso comes from a different culture, and so it is not easy for an American to understand his abstractions. But doing that is worthwhile because it provides a valuable perspective on our art and also, more importantly, because his paintings are intrinsically interesting. Some people, Baudelaire writes, go to museums only to see a few masterpieces. Fortunately, he adds, “there come forward righters of wrong. . . curious enquirers” who declare that minor figures “too have something good, solid and delightful to offer.” We Americans need to learn more about art from other cultures. Doing that, a necessary act of political generosity, is a way of enriching our experience of the art of our own country.

Nadir Afonso, Composiço Geométrica, 1947

Afonso, 1947


 

23
Jun10

Nadir Afonso - Palavras na abertura de uma exposição

Laura Afonso

Texto de Carvalho Oliveira in http://azweblog.blogspot.com/2010/06/nadir-afonso-palavras-na-abertura-de.html

 

 

Fui ontem ao fim da tarde ao Museu do Chiado à inauguração da exposição retrospectiva de Nadir Afonso (até aos anos 60). Sempre gostei da pintura de Nadir pela sua criatividade, frequentemente baseada na cor e na geometria. No geral agradou-me a exposição, que se estende por diversas salas dos andares superiores do museu. Admirei especialmente alguns quadros sobre cidades, cheios de poder interpretativo do essencial urbano e dentro das características de jogos de cor e de figuras geométricas típicas do artista (as suas reproduções em azulejo numa das estações do Metro de Lisboa são bem conhecidas).
Porém, o que me seduziu mais, devo dizê-lo, foi a presença do próprio Nadir. Antes de chegar ao museu, perguntava-me se ele lá estaria. Aos 90 anos, ele poderia já permitir-se ficar em casa alegando uma maleita qualquer. Não foi a sua escolha, felizmente. Apareceu, embora de aspecto algo débil e frágil, como aliás seria previsível. Durante a apresentação que precedeu a visita, o facto de a assistência e os quatro oradores estarem de pé constituiu uma particular violência para o artista até ao momento em que alguém, piedosamente, se lembrou de lhe colocar uma cadeira para que ele se sentasse. Quando chegou a vez de Nadir falar, o transmontano de Chaves, que é arquitecto, e como tal trabalhou em França com figuras célebres como Le Corbusier e, no Brasil, com Óscar Niemeyer até se dedicar exclusivamente à pintura a partir dos anos 60, levantou-se, sacou de um papel que tinha rascunhado e iniciou a leitura. Ao fim do primeiro minuto, porém, esqueceu o papel. A sua voz, de um tanto sumida a princípio tornou-se vibrante e francamente mais elevada. Era de dentro de si próprio que falava, qual realizador de um filme de que ele fosse o actor principal. Falou de arte. Da arte que não se explica, apenas se faz e se contempla. Cheio de entusiasmo, negou a interpretação de quadros pela simples expressão da alma do artista ou por correntes ideológicas do seu tempo, embora admitisse a sua influência. A ele importava-lhe mais a resposta a uma questão: porque é que o artista põe ali um triângulo e não um quadrado, acolá um círculo e não uma elipse? "Demorei muitos anos a colocar-me a mim próprio esta pergunta, sem encontrar uma resposta", confessou. "Um artista que pinta a natureza não copia, dá realce a uma árvore, a uma casa, a um outro elemento. Porquê? O que é que o faz mover o lápis ou o pincel para realçar este ponto ou aquele?" A sua resposta foi aparentemente simples mas, como ele salientou, de enorme importância: "tudo deriva da existência de leis matemáticas a que o artista inconscientemente obedece, porque elas estão dentro de si, integram o seu conceito de harmonia, completam a sua tentativa de perfeição naquele momento. A paleta das cores está aí igualmente incluída: cor é forma". A veemência com que as suas palavras foram ditas e repetidas, a profunda convicção de que estava possuído, a insistência na importância deste ponto contra outros geralmente salientados pela crítica, que podem ser mais bem soantes mas são puramente balofos, não pôde deixar de me impressionar. O homem pequeno de estatura que Nadir é agigantara-se em tudo para dar a sua verdade, falar do mais íntimo do seu ser.
Ter o artista a falar assim e vê-lo depois, acompanhado pela Ministra Gabriela Canavilhas, a fazer uma visita a quadros que eram seus filhos mas que não via há muito tempo e que recordava com saudade, ajuntando uma informação aqui sobre esta linha ou ali sobre aquela cor, foi um momento francamente interessante.
Quanto à exposição, recomendo-a por ser uma recolha quase exaustiva da produção de Nadir no período acima mencionado. Pessoalmente, no entanto, foi a presença do artista, com a veemência das suas palavras e a sua atitude gestual enquanto falava frente a críticos de arte e a pessoas interessadas, que mais fundo me tocou.

 

 

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