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Fundação Nadir Afonso

NADIR AFONSO - laurafonso@sapo.pt

Fundação Nadir Afonso

NADIR AFONSO - laurafonso@sapo.pt

29
Mai21

Carlos Fiolhais

Laura Afonso

O Professor Carlos Fiolhais hoje deu a sua última aula. Um professor de excelência - asseguram os seus alunos - um comunicador notável e de uma grande simpatia; escreveu o prefácio do III Volume das obras de Nadir Afonso editadas pela Universidade do Porto. No jornal I dedicou um longo artigo a Nadir Afonso. A nossa homenagem e muitas Felicidades e muitos project

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os.

22
Mai21

Congresso Modernismos Prá Lá e Prá Cá

Laura Afonso

https://www.facebook.com/congressomodernismos/community/?ref=page_internal

Congresso Modernismos 2021

 

Apresentação

O congresso “Modernismos pra lá e pra cá” reúne acadmicos e intelectuais das áreas das ciências sociais e humanidades em um diálogo transatlântico sobre as relações – semelhantes e díspares – entre os Movimentos Modernistas ocorridos em Brasil e Portugal. Embora particularmente focado na relação, múltipla e complexa, entre os modernismos e os Estados Novos português e brasileiro, o encontro visa promover uma discussão contextualizada, abrindo-se, assim também, a contribuições que, explorando outras geografias e cronologias, permitam aclarar processos de longa duração e fenómenos globais. A análise do papel das diversas disciplinas artísticas – das artes visuais às performativas, incluindo também a literatura – na construção, legitimação e resistência aos (para)fascismos em questão é ainda o mote para uma reflexão, que se crê imprescindível, sobre o lugar da arte no exercício de uma cidadania crítica e ativa.

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14
Mai21

O Café Sport em Chaves

Laura Afonso

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A investigação é um pilar fundamental de um trabalho de curadoria. Os erros existentes na exposição Nadir Afonso Local e Global são injustificados. A curadora Dra. Maria do Mar Fazenda e a Câmara Municipal de Chaves forem alertados para evitar desinformação junto do público, falta de credibilidade e denunciar ausência de investigação. De nada serviu a chamada de atenção.

Na cronologia algumas das fotografias foram colocadas em períodos temporal que não correspondem.

Na página de facebook do Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso é apresentado um pequeno vídeo acerca do edifício do “Café Sport” é um desfile de incoerências.

O projeto é de 1963 e dois anos mais tarde o edifício já estava construído e o Café Sport a funcionar, embora só parte do plano arquitetónico inicial fosse construído. O edifício projetado prolongava-se até à Ladeira da Trindade. No vídeo dizem que o edifico foi “construído parcialmente sob projeto de Nadir Afonso entre 1970 e 1972” que não é correto. No seu interior o Café Sport era revestido de madeira (que funcionava como isolante térmico e acústico) e um painel com uma pintura de Nadir Afonso, ocupava parte da parede do lado esquerdo do café. Nos anos 70 o painel sobre platex de Nadir Afonso foi tapado com alcatifa pelo então proprietário do estabelecimento. Mais tarde o Café Sport sofre nova intervenção sem qualquer participação de Nadir Afonso. A madeira que revestia as paredes foi substituída por granito e eliminado o para-vento da porta de entrada. A alcatifa da parede esquerda é retirada assim como a pintura sobre platex de Nadir Afonso. Uma cópia da pintura com mais do dobro do tamanho do original foi realizada na parede do lado direito do estabelecimento tal como hoje se encontra.

Entretanto  a data de constução “Café Sport” (hoje dia 19 de Maio, cinco dias após ter colocado o post, estou a editar o post) para nossa satisfação foram corrigidas. É pena que para coisas tão simples como esta seja necessário tanto esforço e tanto incómodo.

01
Mai21

Máquina Cinética de Nadir Afonso, 1956.

Laura Afonso

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A Utopia de Nadir  — Fátima Vieira

VICE REITORA DA UNIVERSIDADE DO PORTO

Sempre me fascinou o contributo da arte para o desenvolvimento humano – a obstinação dos artistas em desenhar mundos novos através de experiências estéticas surpreendentes. E é isso que sinto sempre que penso na Máquina Cinética .

Olho para a Máquina Cinética  e vejo um manifesto sobre a liberdade. Por trás da Máquinaestá o questionamento da condição estática da pintura. O desafio havia sido lançado à vanguarda artística pela galerista parisiense Denise René em 1955, quando organizara a exposição “Le Mouvement”: pode a arte ter movimento real? A resposta de Nadir não tardou: criou a Máquina em 1956 e deu-a a expor a René em 1957.

A Máquina Cinética  é composta por uma tela com figuras geométricas pintadas, colocada ao redor de dois cilindros verticais. Acionados por um mecanismo, os cilindros fazem mover a tela da esquerda para a direita – e assim, em loop, a tela transforma-se numa “pintura animada em estado de instalação”, como diz António Quadros Ferreira. Na Máquinaencontramos a pintura a ser mais do que pintura: através da tridimensionalidade transforma-se em escultura; e adotando o movimento como princípio estruturador, aproxima-se do cinema.

Embora a Galeria de Denise René seja normalmente referida em relação à obra cinética de Nadir por ter sido o local onde primeiro foi exposta, confesso que sinto particular atração pelo nome do segundo contexto da exposição da Máquina, o Salon des Réalités Nouvelles de 1958. São como as utopias, essas realidades novas, vislumbres de todas as possibilidades.

O projeto curatorial da Exposição 100 anos Nadir, Inéditos, assumido pelo Prof. António Quadros Ferreira, coloca a Máquina Cinética no centro do discurso sobre a vida e obra de Nadir. É, curiosamente, no contexto de uma exposição com mais de uma centena de trabalhos que nunca antes foram apresentados ao público, a única obra conhecida de Nadir. Quando visitamos a exposição, compreendemos que a proposta do Curador faz sentido: toda a obra anterior de Nadir parece desenvolver-se em direção à revolução artística que é proposta pela Máquina Cinética, tal como a obra posterior se afirma como desdobramento desse vislumbre utópico.

O belíssimo design da exposição, com assinatura de Mariano Piçarra e Luís Carvalho, ajuda-nos à leitura da obra de Nadir. Na primeira sala, debruçamo-nos sobre os móveis azuis com os Estudos de Nadir como quem espreita um passado íntimo; na segunda sala, reconhecemos a centralidade da Máquina Cinética e o pensamento teórico que lhe subjaz; na terceira sala, somos confrontados com uma tela inesperada, Da Ocidental Praia Lusitana. Estranhamos: onde está o Nadir que conhecemos? Mas depois, olhando atentamente, discernimos na grande tela contra o azul forte da parede aquilo que vimos no início: a tela faz a súmula de um percurso vibrante e por isso nela encontramos figuras humanas, barcos, o mesmo traço que caracteriza as cidades, as cores que descobrimos na secção de Estudos, quando Nadir está a trabalhar no Brasil, e um horizonte comum convidando à exploração.

Estou muito grata a Nadir por me ter mostrado, com a sua Máquina Cinética , como o espaço da pintura pode ser ilimitado e o tempo da pintura infinito. E estou muito reconhecida à Fundação Nadir Afonso, na pessoa da sua Presidente, a Dr.ª Laura Afonso, por ter confiado à Reitoria da Universidade do Porto estes trabalhos inéditos de Nadir. Esta exposição foi um presente que, graças à Fundação Nadir Afonso, a Universidade do Porto pôde oferecer à comunidade académica e à cidade. Através dela, Nadir regressou à Escola do Porto, onde se formou, bem como à cidade cujo barroco reinventou ao longo da sua extensa obra. Entretanto, a Máquina Cinética continua imperturbável entre nós, na sua condição de realidade nova, convidando-nos a fazer bom uso da nossa liberdade humana para explorarmos novas formas de ver e reinventar o mundo.

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