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Fundação Nadir Afonso

NADIR AFONSO - laurafonso@sapo.pt

Fundação Nadir Afonso

NADIR AFONSO - laurafonso@sapo.pt

21
Mar08

Nadir face to face with Einstein

Laura Afonso


The universe as a continent, receptacle, has no beginning and no time, no end and only inside does it have content, the legitic energy that generates all: movement, space, time, in a clarity without enigmas, without mysteries, without contradictions or mystifications.

I say: the law is the generating source of radiation that animates the Universe; and yet that word, source, is not correctly employed: the fact that there is a source of origin presupposes a precedent action that does not actually exist. The energy that constitutes the Universe did not come from just anywhere, because no thing was created: the energy lies as does the principle - the law - that sustains it. As opposed to what we sensorially deem to be natural, its being does not come from the past of from above; it does not govern from outside   .It acts inside the phenomenon itself as an element of its intrinsic composition. And yet these affirmations possess as lengthy a history as my work fumbled in the core of the forms; as strong as this current certainty mingled with disturbing queries. If, as I believe and for many years have clamoured, the essence of Art does not lie in the object -  Art is in the geometry, the underlying mathematics that animates the object - then what is it I feel except this and what touches me but the energy that emanates from its norms? From my earliest works I have asked these questions: do laws themselves irradiate energy? Is it not the emotion I feel that is the effect of its impact? I have tenaciously devoted my life to these questions and was not light-heartedly that my studies flowed and confined themselves to this final conclusion: the law is the natural entity that no force can create and no force can eliminate; it rejects its creation as it rejects its negation.

Simple conjectures? Certainly, but what is the concept in cosmogony that is not pure supposition? These beliefs are at least placed at the end of an activity performed in the work of the forms. I do not hesitate to state: in the way that l will try to expound my theory it is unique in the sense that appealing to the originality and the singularity' of the law - as autokinesia - it does not contain its antithetical term that analytical thought usually claims; any causal hypothesis appears inconceivable to me. Where is the power that surpasses - or the cause that precedes -, willing to suspend the law of forms in its elementary, the force that can prevent that this constant reality that is its mathematical genesis should exist, in itself as distinct from the object that expresses and represents it?

Both the elements and the physical substances are founded on geometrical rules. What can be self-sufficient except singularity, extreme simplicity and the exactness of the circle? All cosmic space is in essence reduced to this absolute spatial rule; and any other principle, physical or geometrical, is already a complexity arising therefrom. As the synthesis of all elements of nature, the circle expresses the form raised to its ultimate reduction; it encloses that demiurgic intuition, now lost: in classical antiquity geometrics was the cosmometric form par excellence… and I will now return to that original meaning, that pure platonic monad, and attempt to express myself within it: The solution of the cosmic problem, in the same perceptive path of the artistic phenomenon, at the start requires an act of reflection based on the concept of elementarily and simplicity.

 

© Nadir  Afonso -  Nadir face to face with Einstein

21
Mar08

Nadir face a face com Einstein

Laura Afonso



Texto extraído do livro «Nadir face a face com Einstein»



O universo como continente, receptáculo, não tem princípio nem tempo, nem fim, e só no seu interior, conteúdo, a energia legítica tudo gera: movimento, espaço, tempo, numa clareza sem enigmas, sem mistérios, sem contradições e sem mistificações.

Eu digo: a lei é a fonte geradora de radiação que anima o Universo; e contudo, este vocábulo fonte não está correctamente aplicado: o facto de haver uma fonte de origem, pressupõe uma acção pre­cedente que na realidade não existe. A energia que constitui o Universo não veio de qualquer lado, porque nenhuma coisa foi criada: a energia jaz como igualmente jaz esse princípio – lei – que a sus­tenta. Ao contrário daquilo que sensorialmente se nos depara como natural, o seu ser não vem do passado nem do alto; não rege de fora. Ele age no interior do próprio fenómeno como elemento da sua composição intrínseca. E contudo, estas afirmações possuem uma história tão longa como a minha obra tacteada no seio das formas; tão forte como esta certeza actual, entremeada de pertur­bantes interrogações. Se, como penso, e há longos anos clamo, a essência da Arte não reside no objecto – a Arte está na geometria, matemática subjacente que anima o objecto – então o que sinto além deste e me toca senão a energia que emana das suas normas? Desde os meus primeiros trabal­hos, formulo estas perguntas: as leis irradiam elas energia? Não será o efeito do seu impacto esta emoção que me toma? Respostas a que tão tenazmente me devotei e a partir das quais não foi de ânimo leve se os meus estudos confluem e se confinam a esta derradeira conclusão: a lei é a entidade natural que nenhuma força pode criar e nenhuma força pode eliminar: ela rejeita a sua: criação como rejeita a sua negação.      

- Simples conjecturas? Certamente, mas qual será o conceito que em cosmogonia não se reveste de suposição pura? Estas crenças situam-se pelo menos no termo duma diligência vivida no" trabalho das formas. Não hesito em afirmar: do modo com tentarei expô-la, a minha tese é única no sentido em que, apelando à originalidade e à singularidade da lei – como autocinesia –, não com­porta o seu termo antitético que o pensamento analítico normalmente reclama: qualquer outra hipó­tese causal se me afigura inconcebível. Onde está, com efeito, o poder que supera - ou a causa que precede -, disposto a suspender a lei das formas na sua elementaridade, a força capaz de impedir que essa constante realidade que é a sua génese matemática exista, em si, distinta do objecto que a, exprime e representa?

Quer os elementos, quer as substâncias físicas fundem-se em normas geométricas. O que poderá existir de auto-suficiente senão a singularidade, a extrema simplicidade, a exactidão do círculo? Todo o espaço cósmico se reduz, na sua essência, a essa regra espacial absoluta; e qualquer outro princí­pio, seja físico seja geométrico, é já uma complexidade proveniente dela. Síntese de todos os elementos da Natureza, o círculo exprime a forma elevada à sua redução última; ele encerra...essa intuição demiúr­gica, hoje perdida: na Antiguidade Clássica, geométrica era a forma cosmométrica por excelência... e a esse sentido original, àquela pura mónade platónica, aqui regresso e nela tentarei expressar-me:

A solução do problema cósmico, na mesma via perceptiva do fenómeno artístico, requer, à partida, um acto de reflexão fundado sobre o conceito de elementaridade e de simplicidade.

©  Nadir Afonso

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