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Fundação Nadir Afonso

NADIR AFONSO - laurafonso@sapo.pt

Fundação Nadir Afonso

NADIR AFONSO - laurafonso@sapo.pt

16
Abr07

Exposição de Nadir Afonso_ Galeria António Prates - Lisboa

Laura Afonso

070416_DRA_0127

 

 Foto "página Oficial Presidência da República Portuguesa"


 

070416_DRA_0107

 Foto "página Oficial  da Presidência da República Portuguesa"


 

070416_DRA_0096

 Foto "página Oficial  da Presidência da República Portuguesa"

 


 

Exposição de Nadir Afonso

A Senhora Doutora Maria Cavaco Silva visitou a exposição de pintura de Nadir Afonso, patente na galeria de arte contemporânea de António Prates, em Lisboa.

 

15
Abr07

Espacillimité animado de movimento

Laura Afonso

espacillimite_03

- (c) Nadir Afonso

Nadir Afonso junto de um Espacillimité no Salon des Realités Nouvelles, em Paris em 1958

 

 

Espacillimité: Um espaço dedicado à Arte.
 
O que é um Espacillimité?
Espacillimité é um termo criado por Nadir Afonso nos anos 50 que definiam certos trabalhos desenvolvidos na procura da Arte Cinética.
 
Nadir escreveu:
Normalmente, a primeira intenção artística do homem é a de exprimir aquilo a que chamamos qualidade de evocação, representando ou sugerindo os variados visíveis da natureza. Depois, num desígnio mais evoluído, ele procura já, não expressar a natureza, mas a perfeição da natureza; da procura da primeira, ele passa à procura mais subtil desta segunda qual idade; observando não o objecto, mas as condições apriorísticas que fundam a sua existência, o homem apreende e concebe a perfeição. E é este longo trabalho que, por outro lado, lhe desenvolve a percepção das formas exactas e estáveis da geometria e o conduzem à procura desta terceira e única qual idade universal e omnitemporal: a harmonia. Da representação do objecto físico – rosto, árvore, animal – à repre­sentação do objecto geométrico – círculo, triângulo, quadrado, hesitante, milenário e as formas solicitadas, comprometidas, durante séculos por estes dois pólos: o físico e o geométrico.
Este percurso secular não termina no entanto, nas formas elementares da geometria: ele prossegue nas formas elementares animadas de movimento; na chamada “arte ciné­tica”. A cinética, tal qual nós a concebemos, é a preocupação de articular a forma do espaço ao ritmo do tempo. É um processo de síntese que tem os seus precursores na arte “optica" ou “op" e em certas composições 2animadas" e esculturas "mobiles", se bem que nestas tentativas de estruturação a expressão geométrica e a expressão rítmica colidem mais do que se fundem. As procuras cinéticas deverão ser etapas o­rientadas para novas leis de unidade. A evolução da arte foi dirigida, até aos nossos dias, no sentido das harmonias estáticas das formas; isto não quer dizer que não poderá empreender uma orientação dinâmica - no verdadeiro sentido da pala­vra - integrando as leis rítmicas do tempo, ensaiando articular as harmonias espa­ciais nas harmonias temporais, isto é, tentando animar, mediante um processo técnico cinematográfico, as composições de arte plástica: não teríamos assim unicamente uma imagem, mas uma sucessão de imagens regidas por leis rítmico-geométricas. A verdadeira arte cinética é esta tentativa. Toda a obra cinética cujo movimento das formas é metrisado por uma sensibilidade desenvolvida neste sentido, isto é, por uma sensibilidade geométrica conjugada a uma sensibilidade rítmica, parece-nos ar­tisticamente válida. Enquanto o movimento permanecer arbitrário (em certos ensaios cinéticos as formas deslocam-se ao acaso ou segundo o gosto dos espectadores), nós estaremos em face de manifestações originais sem relação com a realidade especí­fica da arte.
Por volta de 1950, uma primeira tentativa de promover uma Arte Cinética foi diligenciada por um grupo de artistas ligados à Galeria Denise René. Os problemas téc­nicos suscitados e a oposição dos conceitos pessoais então manifestados levou o movimento colectivo a um ponto morto; cada qual entendeu vencer ou melhor, contornar as dificuldades à sua maneira.
As composições "Espacillimité" nasceram desse isolamento sequente. Trata-se sobre­tudo aqui, de respeitar as leis dos espaços e dos ritmos matemáticos. O quadro ci­nético "Espacillimité" foi nesse caminho o nosso primeiro trabalho.
Não escondemos o "impasse" em que os obstáculos colocam a execução prática duma o­bra verdadeiramente cinética a nosso ver a noção rítmica do movimento não pode ser atingida senão pela "sugestão" do movimento, e a "sugestão” técnica do movimento não pode ser dada senão pela cinematografia - nada menos de dezasseis imagens con­troladas por segundo. Deste modo, a hist6ria da arte cinética tem sido acima, de tudo, a história duma procura material e prática capaz de solucionar um problema que é antes e sobretudo de carácter técnico.
Os quadros “Espacillimité" reunidos, revelam mais uma "intenção (a­penas concretizada no quadro cinético acima reproduzido) do que uma "solução" ou mesmo uma concepção nossa do que possa ser uma “arte de vanguarda"; não deixam contudo de possuir, nesse sentido, uma definição pr6pria e uma significação exem­plar.
Nadir Afonso

 


- estraído do Catalogo de Nadir Afonso «Espacillimité»

09
Abr07

Chaves de Nadir Afonso

Laura Afonso

Chaves copy

- (c) Nadir Afonso

 

 


 

© Nadir Afonso
 

AQUAE FLAVIAE

 

Aquae Flaviae és no Mundo

Uma estrela rutilante!

Teu ar alegre e jocundo

Cantasse-o Camões ou Dante!

 

De graça e sonho me inundo

Ao contemplar teu semblante.

Teu valor não tem segundo

Por toda a Terra adiante.

 

Eu ando enamorado

Há muito, desde o passado,

Por ti, Princesa d'Honor!

 

Faz espelho do teu rio,

Penteia as tranças com brio, 

E dá-me um beijo dámor.

 

Maio de 1957

Artur Maria Afonso

 

09
Abr07

A linha da viagem

Laura Afonso
Linha da Viagem – Um conto coreográfico em Terras de Nadir.
Pela companhia de teatro «O Bando».
Coreografia de Madalena Victorino
 
Um espectáculo para um actor e uma bailarina pendurado em linhas pintadas que nos saltam para as mãos.
Como se pintou o nascimento do mundo? Quem arquitectou a geometria da poesia? Quando um triângulo é uma árvore e uma circunferência uma lagoa, então um segmento de recta poderá ser uma pequena rua, onde um diabo e uma rapariga libelinha se conhecem...
A ideia de pôr toda uma coreografia numa linha que flui, foge e se desenha no espaço de uma história, e de levar um público mais novo a ver a pintura e a encontrar-lhe o encanto na descoberta de sentidos, de movimentos, de emoções – foi um desafio que nos quisemos colocar.
A partir de telas de Nadir Afonso e de um conto, “Diabo em Terra de Gente”, livremente adaptado, de Carlos Wallenstein, costurámos esta experiência teatral que baloiça entre a racionalidade da pintura cinética e uma coreografia de afectos.

Madalena Vitorino

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