Domingo, 28 de Setembro de 2014

Os Degredados

© Nadir Afonso.


publicado por Laura Afonso às 08:55
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Sábado, 20 de Setembro de 2014

Composição irisada

© Nadir Afonso.


publicado por Laura Afonso às 12:25
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Quinta-feira, 18 de Setembro de 2014

A Louca do Candal

 

© Nadir Afonso.


publicado por Laura Afonso às 20:05
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Domingo, 21 de Julho de 2013

Fugueira da Foz

 

© Nadir Afonso


publicado por Laura Afonso às 13:50
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Quarta-feira, 26 de Junho de 2013

Tâmega

© Nadir Afonso


publicado por Laura Afonso às 11:45
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Sexta-feira, 15 de Março de 2013

Estudo

 

 

 

© Nadir Afonso


publicado por Laura Afonso às 11:05
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Domingo, 11 de Julho de 2010

Grifos

© Nadir Afonso


publicado por Laura Afonso às 22:05
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Segunda-feira, 5 de Julho de 2010

Nadir Multiplicado

 
Livraria Babel
de 6 de Julho a 14 de Agosto
Rua da Misericórdia, 68
Aberta de segunda a sábado das 10h às 20h

Curadoria de Miguel Matos

Com o apoio Manufactura de Tapeçarias de Portalegre

Inauguração dia 6 de Julho às 19h

Nadir, multiplicado


“Por princípio a obra de arte sempre foi reprodutível”, afirmava Walter Benjamin logo na primeira linha do seu texto A Obra de Arte na Era da sua Reprodutibilidade Técnica1. Nadir Afonso, ao longo da sua carreira como pintor, tem recorrido consistentemente às técnicas gráficas para aumentar o poder de exposição das suas obras. A serigrafia e a tapeçaria são práticas constantes, que utiliza recorrendo a técnicos seleccionados e acompanhando todo o processo. Com estas técnicas, consegue uma “democratização” e difusão das imagens que cria, para além das transformações plásticas e de escala que cada uma delas implica.
Para Nadir Afonso, a forma, a geometria e a harmonia de composição são o centro fulcral da obra de arte. O suporte em que essas realidades plásticas nos aparecem à vista é considerado por si como um elemento secundário. Aliás, refira-se que quase todas as suas telas não são telas na sua origem. Tudo começa com um estudo feito a caneta num minúsculo rectângulo de papel, onde o essencial de uma obra sua se revela. Após isso, o artista desenvolve o esboço num segundo momento, normalmente utilizando o guache. Passando a fase do desenho a caneta, o guache é por si tão trabalhado que ganha estatuto de obra independente. Nadir pinta de novo a ideia inicial, mas em formato maior, amplia e desenvolvendo o primeiro desenho. Só depois disto parte para a terceira fase, em tela, aplicando a composição e as cores já pensadas e reflectidas nos dois primeiros momentos. A tela passa a ser uma reprodução ampliada do guache. Tendo em conta estas fases de reprodução/adição/ampliação, torna-se dificil determinar com clareza o que é afinal a obra primeira e única. A tela é apenas o passo final, a estabilização do processo.
“Na sua esquemática nudez, a pintura, como toda a obra de criação, obedece às leis da natureza universal pressentidas através duma percepção sensível”2 - com esta frase, Nadir Aonso abre uma janela para começarmos a entender a sua visão acerca da criação artística. Uma obra sua é uma criação da intuição, manifestada visualmente. Neste contexto, “tal como o tema, a técnica que emprego numa obra é coisa secundária. As leis da matemática é que são essenciais e estão sempre lá”, diz com convicção. Cada obra tem a sua lei natural e esta aparece independentemente do seu suporte. As serigrafias e a tapeçaria apresentadas nesta exposição representam, de forma abstractizante, cidades. Mas para o artista, o tema é apenas pretexto para a composição das formas e linhas. A perfeição, a evocação e a originalidade revelam-se em elementos geométricos e são realçadas nas suas relações matemáticas.
Nadir Afonso não cria obras em específico para serigrafia ou tapeçaria. Todas elas são reproduções em diferente escala e técnica. No entanto, na sua opinião, a reprodução em múltiplos não desvaloriza em nada a obra original e contém em si os elementos plásticos intactos, que permitem ao observador obter a experiência estética. A questão da divergência original/reprodução não lhe interessa, pois o âmago da criação situa-se na imagem e na matemática nela contida, elementos que transitam com a reprodução. Com a serigrafia e a tapeçaria, o objectivo de Nadir Afonso é divulgar a sua obra, fazê-la chegar a mais pessoas, torná-la cada vez mais universal, como o espírito que as habita. O artista conclui de forma esclarecedora: “Tenho prazer em realizar uma obra, mas quando sinto que a obra se transmite, dá-me muito mais prazer. Se uma obra estiver fechada à comunicação é uma tristeza”.


Miguel Matos
1Benjamin, Walter. Sobre Arte, Técnica, Linguagem e Política, p.75. Relógio d'Água, Lisboa, 1992.
2Afonso, Nadir. O Sentido da Arte, p.9. Livros Horizonte, Lisboa, 1999.


publicado por Laura Afonso às 19:37
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Sexta-feira, 4 de Junho de 2010

Ribeira de Nadir Afonso

© Nadir Afonso


publicado por Laura Afonso às 18:37
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Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008

Fundação Nadir Afonso em Chaves

Projecto de Álvaro Siza Vieira


publicado por Laura Afonso às 08:28
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Domingo, 29 de Julho de 2007

Apolo de Nadir Afonso - Renascimento Futuro

Apolo 70 012 copy

© Nadir Afonso


publicado por Laura Afonso às 15:56
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Quinta-feira, 7 de Junho de 2007

Rostock

Rostock copy © Nadir Afonso

publicado por Laura Afonso às 11:04
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Quarta-feira, 30 de Maio de 2007

O Douro no Porto de Nadir Afonso

Douro no Porto copy

© Nadir Afonso


publicado por Laura Afonso às 22:43
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Domingo, 27 de Maio de 2007

«Da intuição artística ao raciocínio estético» de Nadir Afonso

Queremos apenas terminar com uma síntese em que nos possamos, mais expressamente situar.
O filósofo não considera as leis específicas que regem a obra de arte…
1.     porque não as vê e dificilmente as sente.
2.     porque oscila ente «espírito e matéria»
3.     porque crê que «essas leis se geram e evolvem entre sujeito e objecto», quando na     realidade o que se gera e evolui são as suas inúmeras operações.
4.     porque crê que «tudo aquilo que existe possui uma origem»… no espírito ou na matéria, quando na realidade, as leis originam, não são originadas.
Quatro temas que se conjugam, desenvolvem nos nossos três precedentes estudos e nos quais as teorias físicas da relatividade, as concepções filosóficas de idealistas e de materialistas e as teses biográficas sobre Van Gogh, são repostas em questão. Imodéstia minha? Sim. Sou português, transmontano e filho das Terras de Barroso. Aprendi de tradição a ser humilde, a louvar os mestres e a viver até aos oitenta anos na simplicidade que a minha inferior condição sempre me concedeu. Um balanço da minha existência e dos trabalhos a que me devotei ressoa-me subitamente absurdo… «Abandonaste o teu predestinado labor da terra» me repreende o demónio, «e a outras tarefas lançaste mão demasiado ambiciosa. De ti, tal ofício não passa de pretensão e petulância».
«E quanto mais procuraste mais a tua obra se torna incompatível com aquele recato ancestral da tua raça. Sistematicamente passaste de cavalo a burro e como qualquer quadrúpede em crise, lançaste de coice a encomendada albarda ao ar: que fique bem claro, a tua obra é uma criação original e os teus escritos os únicos que explicam ao mundo, o enigma da arte».
© Nadir Afonso
Texto extraído do livro «Da intuição artística ao raciocínio estético».

publicado por Laura Afonso às 15:40
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Sexta-feira, 25 de Maio de 2007

Parc de Berteley de Nadir Afonso

Parc de Berteley copy copy

© Nadir Afonso


publicado por Laura Afonso às 14:31
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Terça-feira, 22 de Maio de 2007

Degredados de Nadir Afonso

Banished

Degredados

© Nadir Afonso


publicado por Laura Afonso às 22:38
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Domingo, 20 de Maio de 2007

Pequim de Nadir Afonso

Beijing

Pequim copy copy

©Nadir Afonso


publicado por Laura Afonso às 19:56
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Segunda-feira, 9 de Abril de 2007

Chaves de Nadir Afonso

Chaves copy

- (c) Nadir Afonso

 

 


 

© Nadir Afonso
 

AQUAE FLAVIAE

 

Aquae Flaviae és no Mundo

Uma estrela rutilante!

Teu ar alegre e jocundo

Cantasse-o Camões ou Dante!

 

De graça e sonho me inundo

Ao contemplar teu semblante.

Teu valor não tem segundo

Por toda a Terra adiante.

 

Eu ando enamorado

Há muito, desde o passado,

Por ti, Princesa d'Honor!

 

Faz espelho do teu rio,

Penteia as tranças com brio, 

E dá-me um beijo dámor.

 

Maio de 1957

Artur Maria Afonso

 


publicado por Laura Afonso às 22:52
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