Terça-feira, 15 de Setembro de 2015

Chaves na revista japonesa de arquitectura GA

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publicado por Laura Afonso às 17:54
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Terça-feira, 8 de Julho de 2014

Alvaro Siza, perfeccionista


publicado por Laura Afonso às 08:43
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Terça-feira, 15 de Outubro de 2013

Visita do Arquitecto Álvaro Siza às obras da Fundação Nadir Afonso - Chaves

 

Fotografia: atelier Arquitecto Álvaro Siza


publicado por Laura Afonso às 12:12
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Terça-feira, 30 de Julho de 2013

Fundação Nadir Afonso


publicado por Laura Afonso às 11:19
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Domingo, 14 de Julho de 2013

Obras de construção da Fundação Nadir Afonso


publicado por Laura Afonso às 22:04
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Domingo, 17 de Fevereiro de 2013

Construção da Fundação Nadir Afonso 2

Fotografia de Dinis Ponteira


publicado por Laura Afonso às 10:54
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Sábado, 16 de Fevereiro de 2013

Construção da Fundação Nadir Afonso

 

 

Fotografia de Dinis Ponteira


publicado por Laura Afonso às 23:34
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Domingo, 6 de Janeiro de 2013

Fundação Nadir Afonso

Projecto de Siza Vieira para a Fundação Nadir Afonso em Chaves.

 

 

 


publicado por Laura Afonso às 22:19
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Sábado, 18 de Agosto de 2012

Construção da Fundação Nadir Afonso

 

 


publicado por Laura Afonso às 13:30
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Segunda-feira, 23 de Julho de 2012

Obras da Fundação Nadir Afonso em Chaves

Fotografia: ateliê Álvaro Siza

 


publicado por Laura Afonso às 23:37
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Construção da Fundação Nadir Afonso

 

Imagens: ateliê Siza Vieira

 


publicado por Laura Afonso às 13:02
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Sexta-feira, 13 de Abril de 2012

Obras de construção da Fundação Nadir Afonso

 

 


 

Fotografia de António Choupina

publicado por Laura Afonso às 10:38
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Quinta-feira, 12 de Abril de 2012

Fundação Nadir Afonso, Chaves

 


publicado por Laura Afonso às 10:19
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Quarta-feira, 14 de Março de 2012

Obras da Fundação Nadir Afonso em Chaves

 


publicado por Laura Afonso às 10:22
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Obras da Fundação Nadir Afonso em Chaves

 

  

 


publicado por Laura Afonso às 09:48
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Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011

Fundação Nadir Afonso

 

Link: http://gop.pt/projecto-detalhe.php?projecto=266&catProj=13

Sustentabilidade


publicado por Laura Afonso às 13:46
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Terça-feira, 8 de Novembro de 2011

Obras da Fundação Nadir Afonso

 

Foto de Dinis Ponteira


publicado por Laura Afonso às 19:28
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Sexta-feira, 8 de Julho de 2011

Cerimónia de lançamento da primeira pedra da Fundação Nadir Afonso

 

 

 

Fotos: Dinis Ponteira


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Terça-feira, 5 de Julho de 2011

Secretário de Estado da Cultura lança primeira pedra da Fundação Nadir Afonso

 

O secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, presidir amanhã, dia 6, às 18 horas, à cerimónia de lançamento da primeira pedra da Fundação Nadir Afonso, em Chaves, iniciativa que se realiza no âmbito das comemorações do Dia da Cidade e do Município.

A cerimónia protocolar, a decorrer na Biblioteca Municipal, conta ainda com a presença do arquitecto Siza Vieira, da presidente da Fundação Nadir Afonso, Laura Afonso, seguindo-se uma visita ao local da obra, com bênção das instalações pelo Bispo de Vila Real, Dom Amândio Tomás.

A Fundação, projectada pelo Arquitecto Álvaro Siza Vieira, pretende ser uma homenagem ao ilustre flaviense Nadir Afonso e dotar Chaves, bem como a região, de uma oferta cultural única em termos de modernidade, além de permitir a continuidade da requalificação da frente ribeirinha do Tâmega. O edifício acolherá o espólio do artista e contribuirá para dinamizar a vida cultural da cidade transmontana através da promoção de diversas actividades culturais.


publicado por Laura Afonso às 21:20
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Quarta-feira, 18 de Maio de 2011

Chaves - Obra da Fundação Nadir Afonso já foi adjudicada

Chaves - Obra da Fundação Nadir Afonso já foi adjudicada
 
A construção da Fundação Nadir Afonso já foi adjudicada. Como é sabido, o projecto é do Arquitecto Álvaro Siza Vieira, pretende-se homenagear Nadir Afonso e dotar Chaves e a região de uma oferta cultural única em termos de modernidade. A empreitada foi entregue à empresa…

…“Construções Europa Ar-Lindo, SA” por mais de cinco milhões de euros, com um prazo de execução de um ano e meio. A intervenção é apoiada pelo Programa Operacional Temático de Valorização do Território (POVT) no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), com uma comparticipação financeira FEDER próxima de 80%. A sede da Fundação ficará instalada junto ao centro histórico de Chaves e irá garantir a continuidade da requalificação da frente ribeirinha do Tâmega. O edifício acolherá o espólio do artista naquela que é a sua cidade natal e contribuirá para dinamizar a vida cultural da cidade transmontana.

Ao mesmo tempo, este espaço dinamizará, junto de públicos distintos, diversas actividades tais como: organização de exposições temporárias e permanentes, organização de ciclos de cinema documental, workshops infanto-juvenis e cursos de Verão e ainda a atribuição do prémio Nadir Afonso para trabalhos de investigação, bem como de bolsas na área da produção artística e científica. Entre os espaços que compõem o edifício da fundação destacam-se um auditório com capacidade para 100 pessoas, salas de exposições temporárias e permanentes, arquivo, biblioteca, cafetaria, atelier do Mestre Nadir Afonso, um outro de artes plásticas e loja.

A Fundação Nadir Afonso verá o seu piso elevado por meio de uma série de lâminas estruturais perpendiculares ao rio. O espaço museológico da Fundação é descrito pelo Arquitecto Siza Vieira como “dois espaços expositivos fundamentais que se desenvolvem paralelamente, sendo um iluminado por um lanternim contínuo e o outro aberto ao rio”.

 

 

Fonte: http://www.noticiasdevilareal.com/noticias/index.php?action=getDetalhe&id=10589

 

 


publicado por Laura Afonso às 23:58
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Domingo, 29 de Novembro de 2009

Edição de Postais

 

 

Edição da Fundação Nadir Afonso

 

Conjunto de 10 postais


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Quinta-feira, 16 de Abril de 2009

Exposição de Nadir Afonso em Leiria


publicado por Laura Afonso às 20:02
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Quinta-feira, 9 de Abril de 2009

Apresentação no Museu do Chiado


publicado por Laura Afonso às 15:36
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Segunda-feira, 16 de Março de 2009

Nadir Afonso no Museu Municipal de Coimbra

 

Até 22 de Maio


publicado por Laura Afonso às 22:30
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Quarta-feira, 11 de Março de 2009

Nadir Afonso in Cartaz na SIC Notícias

http://sic.aeiou.pt/online/video/informacao/Cartaz/2009/3/nadir-afonso.htm

 


publicado por Laura Afonso às 11:20
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Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009

Nadir Afonso: AS Cidades no Homem

 

 

Link Videos Sapo: As Cidades no Homem

 

 

http://videos.sapo.pt/eJMTg4wwmCLacsfJZQiw

 

http://noticias.sapo.pt/noticias/fotos/nadir_afonso

 

 

 Link RTPN (Arquitectarte) Apresentação da Fundação Nadir Afonso:

 

http://tv.rtp.pt/programas-rtp/index.php?p_id=24383&e_id=&c_id=7&dif=tv&dataP=2009-01-29

 

 

Link Programa “Cartaz” da Sic - 19 -01-2009:
http://sic.aeiou.pt/online/video/informacao/Cartaz/2009/1/fundacaonadirafonsoemchaves.htm 

 

 

 


publicado por Laura Afonso às 21:50
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Domingo, 18 de Janeiro de 2009

Apresentação do projecto da Fundação Nadir Afonso em Chaves

Arquitecto Álvaro Siza, Ministro Administração Interna Dr. Rui Pereira, Mestre Nadir Afonso e Presidente da Câmara Municipal de Chaves, Dr. João Baptista.


publicado por Laura Afonso às 22:10
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Mestres Álvaro Siza e Nadir Afonso na apresentação do projecto em Chaves


publicado por Laura Afonso às 21:45
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Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008

Avignon de Nadir Afonso

 

© Nadir Afonso


publicado por Laura Afonso às 22:20
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Sábado, 22 de Novembro de 2008

L’Emmancipation des Femmes

 © Nadir Afonso


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Sábado, 8 de Novembro de 2008

Jardins de Alcalá - Nadir Afonso

© Nadir Afonso


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Sábado, 18 de Outubro de 2008

Bristol visto por Nadir Afonso

© Nadir Afonso

 


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Domingo, 12 de Outubro de 2008

Gueixas - Nadir Afonso

© Nadir Afonso

 


publicado por Laura Afonso às 17:08
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Domingo, 5 de Outubro de 2008

Centro de Artes Nadir Afonso, Portugal

Fonte: http://www.domusweb.it/upd_architecture/article.cfm?idtipo=1&id=16

Centro de Artes Nadir Afonso, Portugal

30. set. 2008

Centro de Artes Nadir Afonso, Portugal
  • foto
  • Centro de Artes Nadir Afonso, Portugal  
  • Centro de Artes Nadir Afonso, Portugal  
  • Centro de Artes Nadir Afonso, Portugal  
  • Centro de Artes Nadir Afonso, Portugal  
  • Centro de Artes Nadir Afonso, Portugal  
Architect Louise Braverman from New York has designed the new Centro de Artes Nadir Afonso, a sustainable art museum slated to be built in 2010 in the northern Portuguese town of Boticas. The museum will exhibit the artwork of the renowned living Portuguese artist, Nadir Afonso. Formerly a practicing architect who early in his career worked for Le Corbusier and Oscar Niemeyer, Nadir Afonso has been both making art and writing about aesthetics for decades. His foundation will donate 80 works of art to the center. The museum is divided into two distinct but connected parts, an urbane cultural structure and a park covered below-grade exhibition hall. The urban face of the building consists of an above grade double height entry hall with a second story balcony providing entrance to the auditorium that together with a multipurpose space, gift shop and office contribute to the civic stature of this growing portuguese town. A large ceramic tile mural created by Nadir Afonso will itnroduce pedestrians to the work of the artist. The below grade exhibition space, carved out of the natural granite ledge hillside and covered with a slope, sustainable planted green roof park, functions as a connection to the town. The design of the Centro de Artes Nadir Afonso is integrally intertwined with the urban development of the town of Boticas for it will create a cultural extension of the emerging town center. Strategically located at the intersection of newly built national highways, the museum is poised to become a global destination that will expose the art of Nadir Afonso, to a much larger audience as well as serve as a cultural and economic engine for the local economy and surrounding region.


 


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Terça-feira, 30 de Setembro de 2008

As Amantes de Lucifer de Nadir Afonso

© Nadir Afonso


publicado por Laura Afonso às 11:39
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Sábado, 20 de Setembro de 2008

Nature of/in Art

Paula Monteiro

 
In Revista «Villas & Golfe», Junho/Julho de 2008
 
 
Ever since the red circle he painted, at the age of four, on the white wall of his parent´s house, Nadir Afonso suspected, and now feels and knows, that the essence of a work of art lies in geometry, in mathematical laws. When an artist paints, Afonso explains, he «depicts these mathematical   laws in nature, although he is not aware of this». His career – as impressive for the works of art created as it is analyzable, in the many books in which he expounds his theory on artistic creation – is littered with many experimentations, as art is a « quest made through experimenting». Architect by chance, inevitably and intrinsically a painter, Nadir Afonso continues on his search for harmony, this law that governs art, inhabitant of irreplaceable and indestructible mathematical laws of geometry. As these laws are natural and cosmological, the core of nature is reached through geometry, revealing art, according to the Nadir Afonso, «the relationship between the law and the object».
With four you painted a circle on your parents’ living room wall. What caused you, do you think, to paint this geometric shape, geometry that has marked your subsequent paintings?
I was four years old, it was something unpremeditated. If there is any relationship with my subsequent work, I wouldn’t be able to explain it. I thought that it was a pretty and interesting shape- the red circle stood out on the white wall. But it was nothing more than this. The reflection comes now. And perhaps it has come to a conclusion – there had to be, subconsciously, an attraction, unfelt at the time, for geometric figures.
You have said: «a canvas ponders certain laws, laws of composition, laws that lie in mathematics and these laws are unchangeable». What laws are you referring to?
They are laws of mathematics. The laws of mathematics are unchangeable: 2 + 2= 4 everywhere. Even if a circle or a square had never existed, the law itself exists, it is pre-existent. Man has been attracted by this geometry, a latent geometry. The laws of the circle, of the square, of the tetrahedron, all of this are irreplaceable and exist even if the object has never existed.
And a painter tries to depict these laws through painting?
He tries to, even though he is not aware of this. And normally he is not aware of it. The artist says: «I have nothing to do with geometry. I express my inner world in my art». This is wrong. The artist thinks that he is expressing his inner world in his work, when what he is doing is searching for laws present in nature. He expresses these laws because he senses them without understanding them.
You could therefore say that art is an equation that n to be developed mentally, the solution of which is not necessarily to be found in the visual world?
 
It is not visible. Geometry' is a not an utterable phenomenon. 1 cannot define the laws of art work, or the laws of the cosmos, but 1 can feel them. I insist on this because it is very important: the artist employs these laws because he feels them, but he doesn’t understand them. And therefore we see artists who disagree with me and aesthetes even more so. Because things are not medita­ted, they do not reach the level of consciousness. They pass to the level on institution and not of consciousness.
 
Your experience with the red circle on the living room wall and subsequent development seemed to dictate that you would study fine art. What happened for you enroll in ­architecture instead?
 
I went for architecture because it was requested by outside. forces. When I arrived at the School of Fine Arts of Oporto, I ­brought with me an application form to enroll on the painting course. But when l entered the school, I was met by a clerk, dozing behind his desk. I told him that I wanted to enroll on the painting course. He tugged at my application and said: «Oh man, so you graduated from secondary school and you’re going to sign up for painting?! You're going to do architecture! » Back then, 60 or so years ­ago, it was unthinkable for anyone with a full school education to study painting, as you only need to have studied primary ­school level to get onto this course.
Out of cowardice, and at just 18, I tore up my painting course application and filled out another for architecture. And so I studied architecture, prompted solely by the opinion
of this clerk. But I made a mistake, because 1 was only' a painter. I was never an architect. I took the course, but I never felt 1ike an architect.
 
Do you still believe that architecture is not an art, as you did when you wrote your final thesis?
I have always tried to understand the laws governing art and the laws governing architecture. The laws governing art are the laws of harmony, the mathematical laws of geometry. Architecture does not need to attend to these laws; it is a discipline in search of functionality. A good architect does not chase after laws of harmony, rather the laws of perfection, which are the laws of nature, like those of harmony, but which have a different source. 
 
But what distinction do you make then between har­mony and perfection?
These qualities both lie in nature - the spirit of man does nothing more than learn these qualities. Harmony is sourced in mathematics; it does not obey any law of functionality.
If the object, through its function, responds to the laws of perfection, this is not related to the laws of harmony. Perfection is the qua­lity of the object whose function responds to the need of the subject. The artist searches for these laws of harmony. When a painter paints he follows the laws of harmony.
 
Despite your choice of architecture being the result of casual selection and not being happy with your choice, you were still good enough to have worked with Le Corbusier and Oscar Niemeyer. How did this come about?
It was purely a social coincidence. I was in Paris for a while, attracted by the harmony of forms, by art. But then I needed to work, I had to do architecture. I was already a qualified architect and I needed to work, to earn money and so I practiced architecture for many years. I decided to knock on Le Corbusier's door, as I thought it would be more interesting, as he was also a painter. This was one of the factors that led me to choose Le Corbusier. With regards to Oscar Niemeyer, I also worked there by chance, and the fact that I had worked with Le Corbusier helped me to Work in Niemeyer's studio. But these are matters of a social na­ture, of the need for survival, that have nothing to do with my am­bition to paint.
 
Your aesthetic development, beginning with the fascina­tion with all things geometric with the red circ1e, passed then through expressionism, through surrealism, through human figuration, especially the female form, through kine­tic art, before returning almost to the beginning, with geo­metric abstractionism. What lies behind this trajectory?
This all happens a little subconsciously. A person is influen­ced. At a certain moment I was attracted to the painting of Max Ernst. At times I was led to search for this, or for that. For exam­ple, when I saw the paintings of Victor Vasarely I thought: «this is what art is all about». I also spent some time searching for pu­re geometry. There are things that we learn little by little. At the start of my career as a painter I didn't think as I did latter or as I do today, that the essence of art lies in mathematics. Initially I thought that the preference of the artist for the perfection of objects lies in art. Only much later on did I come to the conclusion that perfection had nothing to do with art - I can make imperfection and make art. It was a slow, hard work, lasting many years that led me to the conclusion that the essence of art work lies in mathematics. Deep down this is what art is all about - a person hunts all around, looking for things, experimenting with them.
 
Besides your paintings, you have written many books in which you explain the characteristics of artistic creation. What determines this creation? Why does the artist manages to capture these pure forms, albeit unconsciously?
Artists need to work many years before they start to understand these laws. Working forms, man is working through them. As he works, the artist senses little by little the harmony existing in forms and then uses this harmony in his work. And I’ll tell you
something odd. I am now 87. I am much more decrepit than I was 50 years ago, 30 years ago and even 10 years ago. I am no longer the same man. I find it difficult to understand certain things. But my sensitivity to the harmony of forms is more alert now than it was before. The sensitivity has grown.
Sometimes 1 come across a painting of mine that 1 haven't seen for 50 years, and 1 look at it and feel that the painting is wrong in a certain place. But is it wrong, or isn’t it? I feel that the painting is missing a square, for example, but is the square there or not? I'm not sure.
If we make a calculation, like 2 + 2 = 4, the 4 doesn't need to be there. The parity, in itself, i.e. the 2 + 2, already gives me the 4. It’s the same thing in the painting. A square here, another trian­gle there - the balance in the painting itself, with these real sha­pes, gives me the certainty that in a certain place something is missing, which I'm not sure is there or is not there, but which is the sum of the whole that is there - 1 feel the law. If I possessed the ability to learn the law through concrete form, I could see a real shape sensing the law. There is a phenomenon in nature of which philosophy is unaware: the law can show us the object without the object being there. That which exists in nature has been ge­nerated by laws at the point at which the law itself generated the object. In nature we have shapes, but before having these real things, there were laws that formed them. How did the cosmos co­me about? Because there were laws. There was no beginning. They say there must have been a God, Our Lord, shaping things. No, there were laws.
 
Couldn't you then say that the laws are God?
I’d rather say that it is nature. We believe that objects were created, but it was the law that created them.
 
And couldn't you say that the core of nature is reached through geometry? And that art reveals this core to nature?
I think so, through geometry the core of nature is reached. And art reveals this identity, this relationship between the law and the object.
 

publicado por Laura Afonso às 20:04
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Domingo, 7 de Setembro de 2008

Centro de Artes Nadir Afonso

 

 

 


publicado por Laura Afonso às 20:07
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Segunda-feira, 11 de Agosto de 2008

Entrevista a Nadir Afonso: “A Geometria é fonte de harmonia”. Por: Patrícia Posse

Foto: Patrícia Posse Nadir Afonso

Pintor flaviense em Entrevista ao Mensageiro

Faz questão de se apresentar como transmontano aonde quer que esteja e defende a lógica matemática como alicerce de toda a obra de Arte. Eis as linhas-mestras de Nadir Afonso, o pintor flaviense que se tornou numa referência no panorama artístico contemporâneo. Formou-se em arquitectura na Escola Superior de Belas-Artes no Porto, mas a sua natureza sempre o impeliu para a pintura. É na tela que os seus dedos esguios se encarregam das pinceladas geométricas, traços distintivos do seu trabalho. Aos 87 anos, o artista fala do seu percurso, que conjuga, nos quadros, as leis universais da matemática para pintar a harmonia.

Mensageiro: Como começou a paixão pela pintura? Aos quatro anos desenhou um círculo na parede da sala… Nadir Afonso: Um ponto central equidistante dos pontos periféricos é uma forma perfeita, uma forma impressionante. Fui sempre muito atraído pela geometria, porque é um espectáculo de exactidão e ressoa no espírito como uma forte emoção de plenitude.

M: Sempre procurou esse “espectáculo de exactidão” nas suas obras? N.A: A essência da obra de arte está na exactidão matemática, que nos cria a emoção que transcende a obra inartística. Na Natureza, temos qualidades de perfeição, de evocação e de originalidade que todo o homem sabe reproduzir na tela. O que distingue o artista do homem comum é a quarta qualidade: a harmonia, que não está no objecto, mas na forma geométrica, que emprega leis matemáticas. É essa qualidade que suporta todas as outras e as eleva ao nível da arte. A harmonia realça as outras qualidades e sentimos a perfeição mais justa, sentimos a evocação mais sincera, sentimos a originalidade mais espontânea.

M: Como é que o artista aprende essas leis da Natureza? N.A: São apreendidas de uma maneira perceptiva, não são racionalizadas. Muitos artistas não têm consciência de que estão a fazer matemática. É uma intuição que os conduz à geometria, sem que estejam conscientes disso. Eu estou, porque passei a vida toda a magicar sobre isso.

M: Por detrás de um quadro, questionava-se com frequência? N.A: Comecei a querer compreender as coisas, a passar da intuição para o raciocínio claro das leis que regem a obra de arte. Nunca vi ninguém debruçado sobre estes problemas. Estetas tão conhecidos como Kant ou Hegel e tantos outros falam de tudo e não há uma palavrinha sobre as leis. Eles não se apercebem que há leis matemáticas na criação da obra de arte. Meditam, mas, como não trabalham com as formas, o essencial escapa-lhes.

M: Ao trabalhar com as formas, acabou por descobrir uma veia filosófica dentro de si? N.A: Trabalhando as formas, o homem é trabalhado por elas e depois, pouco a pouco, tenta elevar ao nível do raciocínio esses impulsos intuitivos. Foi o que eu fiz. Na arte, os estetas erram, todos eles, porque não vêem que há uma lei geométrica subjacente, que dá harmonia à obra de arte. A geometria é fonte da harmonia.

M: Afirmou que um arquitecto é sempre condicionado, porquê? N.A: Um arquitecto tem que responder a uma câmara municipal que controla onde ele pensa projectar a obra. Há uma série de condicionantes e isso limita a criatividade.

M: Que aprendizagens é que ficaram do convívio com os arquitectos Le Corbusier e Óscar Niemeyer? N.A: Ter que trabalhar em arquitectura foi penoso. É claro que aprendi muito com eles, mas se não fosse o meu trabalho pessoal isso arredondava em zero. Eles falavam e nós íamos ouvindo, mas não é por aí que se tem a percepção da obra de arte. A intuição própria, essa é que é a grande matriz. Só trabalhando as formas é que se acaba por perceber o mecanismo da criação.

M: A geometria das suas obras poderá ser uma herança do seu trabalho na arquitectura? N.A: Tenho impressão que não tem grande influência. Acho que trabalhando as formas, pouco a pouco, uma pessoa vai sentindo que há leis. Muitos pintores não têm essa preocupação de se auscultar, de se interrogarem a si próprios. Eu tive sempre essa preocupação.

M: A opção pelo abstraccionismo geométrico advém desse fascínio que tem pelas leis da matemática? N.A: Quando estou num café ou em qualquer parte e estou alheado do mundo, pego num lápis e vem sempre geometria. Surpreendo-me sempre a pôr um quadrado circunscrito e ver as harmonias que ressaltam desse jogo puramente arbitrário. Pouco a pouco, estou a procurar harmonias. Há um mundo infinito de harmonias na geometria e que as pessoas não se apercebem.

M: Foi para transmitir essas relações que fez acompanhar a sua obra de publicações? N.A: Tenho escrito muitos livros e ninguém dá importância nenhuma. Mas tenho a impressão de que com o tempo os meus livros vão acabar por ser lidos e compreendidos. A partir daí, as pessoas ficam a saber que sem trabalho pessoal não há obra de arte. Mais tarde ou mais cedo, os princípios vão penetrar nas escolas de Belas-Artes e os alunos já não vão convencer-se a si próprios que estão a lançar na tela o seu mundo interior, a sua alma, isso é uma vigarice.

M: “A Arte é um mistério.” Refutou esta afirmação de Einstein, mas fica tudo a descoberto num quadro? N.A: Não há nada de misterioso na Arte. Apreender as leis que regem uma obra de arte é uma diligência extremamente difícil. É preciso trabalhar durante dezenas e dezenas de anos para começar a sentir na obra de arte essas leis.

M: Há algum privilégio pelas cores? N.A: As cores também têm uma dimensão geométrica. Por exemplo, se o fundo é branco, ponho um triângulo preto. Tem uma certa força. Mas se, em vez do preto, ponho um amarelo, aquele triângulo perdeu a força, ainda que o tamanho seja o mesmo. A cor joga na composição como elemento geométrico e eu sinto isso.

M: Como é quando pega no pincel em frente à tela? N.A: Não sei o que vou pintar. A primeira forma é arbitrária, agora a segunda forma já está a jogar com a primeira.

M: Tem que haver relações de afinidade com todos os elementos do quadro? N.A: Tem que haver relações matemáticas. Por isso, a última forma é a mais difícil, já que tem uma série de tensões matemáticas a justificá-la. À medida que vou acrescentando formas, elas vão-se justificando umas às outras. A última forma é já o resultado matemático de todas as outras. É única, não há duas hipóteses.

M: Portanto, o mais difícil é chegar à última forma? N.A: A última forma é o diabo, porque é já solicitada pelas outras. A prova que há matemática é a última forma, que é difícil de apanhar. Estou 20 anos sem ver um quadro e hoje já o vejo melhor. O indivíduo vai perdendo as qualidades. Para pintar, canso-me, dói-me a coluna, mas sinto que a sensibilidade se vai agudizando.

M: Do seu período artístico, qual foi o que mais o marcou? N.A: Sou muito atraído pela geometria das cidades. Como viajei bastante, acho que é uma coisa interessante, pois são ricas em formas geométricas.

M: Mas disse: “é de minha casa que vejo todas as cidades”… N.A: É, porque no fundo acontece o seguinte: vamos a Berlim, vemos a cidade, ficam certas imagens. Mas, depois, é no atelier que isso se reforça, pinto aquilo que ficou. É em casa que uma pessoa retoca e compõe.

M: “O artista não realiza nenhum trabalho, enquanto o trabalho não realiza o artista”, palavras suas. Qual é o trabalho que o fez sentir mais realizado? N.A: O quadro “Apolo” [agora exposto em Boticas], que saiu facilmente. As leis ordenaram-se praticamente sem grande esforço, saiu quase espontaneamente. Às vezes, é o contrário.

M: Hoje contraria a afirmação do contínuo, que lhe recomendou o curso de arquitectura, de que “a pintura não alimenta o Homem”? N.A: A pintura pode alimentar o Homem. Ele enganou-se. Ainda me lembro das palavras dele: “vá para arquitectura” e eu, cobardemente, segui o seu conselho. Fiz mal. Incompatibilizei-me com o meu mestre, o professor Carlos Ramos, que até me reprovou, com o pretexto de que eu tinha falta de paciência. Geralmente, o arquitecto trabalha em estiradores horizontais, mas eu punha-o na vertical e pintava. Fiz muitos disparates enquanto era aluno de Belas-Artes, no Porto. M: O que é que fica de si em cada trabalho que produz? N.A: Depende. Se sentir que criei uma obra, fico satisfeito, pois ainda estou a criar coisas bonitas. Há orgulho nisto. Ou então, muitas vezes, penso que errei e considero que não fiz coisa nenhuma. Às vezes, as coisas encadeiam-se facilmente. Por sorte talvez, sai a eito. Mas é curioso, quando um quadro nos dá muito trabalho ficamos com a sensação de que é melhor que os outros, porque nos custou mais. Mas depois, reflexão feita, vemos que afinal o esforço nem sempre compensa.

M: Está inerente a cada quadro que pinta uma busca de equilíbrio? N.A: Há sempre uma busca inconsciente de equilíbrio. Muitas vezes, a pessoa repara que conseguiu e, no entanto, pareceu-lhe que não conseguiu. Há muitas hesitações na Arte, tactear até encontrar, sem nunca ter certezas. Só muito tarde é que me surpreendo a olhar para um quadro meu e a dizer “por acaso acertaste, como é que tu conseguiste isto?”. Patrícia Posse

Quadros XL de Nadir Afonso

Mostra inclui quatro obras inéditas A exposição “Nadir Afonso XL” foi inaugurada na última segunda-feira, dia 4, no átrio dos Paços do Concelho de Boticas. Esta é a primeira vez que o pintor flaviense expõe exclusivamente quadros de grande formato, que, desde o início deste século, caracterizam uma nova etapa do seu percurso artístico. “Estes quadros têm mais impacto sobre o público. O trabalho de composição faço-o a uma escala pequena, depois vou ampliando. Esse trabalho de ampliação já não é um trabalho artístico, é algo secundário, porque a elaboração da obra obedece a leis matemáticas e é feita à escala do guache. A ampliação é uma diligência puramente mecânica”, explicou Nadir Afonso. Os visitantes poderão contemplar nove quadros em acrílico sobre tela de grandes dimensões, quatro dos quais inéditos (“Dusseldorf”, “Kuala Lampur”, “Toronto” e “Sienna”), realizados já no século XXI. O artista fez questão de sublinhar que “a obra de arte é tacteada, é uma labuta, uma procura”. “Não é a inteligência que elabora a obra de arte, é a intuição artística, uma intuição puramente sensível que apreende as leis da matemática que estão na geometria das formas”, acrescentou. As obras em exposição pertencem ao acervo da Fundação Nadir Afonso e vão estar patentes de segunda a domingo, das 9h às 13h e das 14h às 17h30, até dia 29 de Agosto. No edifício da autarquia, os visitantes vão poder ainda apreciar aquele que é um dos maiores painéis em azulejo feitos pelo artista, com 11 por 2,4 metros.


publicado por Laura Afonso às 16:49
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Terça-feira, 22 de Julho de 2008

Encontro de Arte com Nadir Afonso

 


publicado por Laura Afonso às 16:54
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Sexta-feira, 18 de Julho de 2008

Encontro de Arte em Cascais

 

Professor José Henrique Dias, Eng. Paulo Pereira da Silva, Dr. Paulo Teixeira Pinto, Mestre Nadir Afonso, Ministro da Administração Interna Dr. Rui Pereira, Jornalista Carlos Magno
 

publicado por Laura Afonso às 12:40
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