Sábado, 6 de Fevereiro de 2016

Carnavalescas

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© Nadir Afonso.

 

 

 

CARNAVAL

A vida é uma tremenda bebedeira.

Eu nunca tiro dela outra impressão.

Passo nas ruas, tenho a sensação

De um carnaval cheio de cor e poeira...

A cada hora tenho a dolorosa

Sensação, agradável todavia,

De ir aos encontrões atrás da alegria

Duma plebe farsante e copiosa...

Cada momento é um carnaval imenso

Em que ando misturado sem querer.

Se penso nisto maça-me viver

E eu, que amo a intensidade, acho isto intenso

De mais... Balbúrdia que entra pela cabeça

Dentro a quem quer parar um só momento

Em ver onde é que tem o pensamento

Antes que o ser e a lucidez lhe esqueça...

Automóveis, veículos, (...)

As ruas cheias, (...)

Fitas de cinema correndo sempre

E nunca tendo um sentido preciso.

Julgo-me bêbado, sinto-me confuso,

Cambaleio nas minhas sensações,

Sinto uma súbita falta de corrimões

No pleno dia da cidade (...)

Uma pândega esta existência toda...

Que embrulhada se mete por mim dentro

E sempre em mim desloca o crente centro

Do meu psiquismo, que anda sempre à roda...

E contudo eu estou como ninguém

De amoroso acordo com isto tudo...

Não encontro em mim, quando me estudo,

Diferença entre mim e isto que tem

Esta balbúrdia de carnaval tolo,

Esta mistura de europeu e zulu

Este batuque tremendo e chulo

E elegantemente em desconsolo...

Que tipos! Que agradáveis e antipáticos!

Como eu sou deles com um nojo a eles!

O mesmo tom europeu em nossas peles

E o mesmo ar conjuga-nos

Tenho às vezes o tédio de ser eu

Com esta forma de hoje e estas maneiras...

Gasto inúteis horas inteiras

A descobrir quem sou; e nunca deu

Resultado a pesquisa... Se há um plano

Que eu forme, na vida que talho para mim

Antes que eu chegue desse plano ao fim

Já estou como antes fora dele. É engano

A gente ter confiança em quem tem ser...

(...)

Olho p'ró tipo como eu que ai vem...

(...)

Como se veste (...) bem

Porque é uma necessidade que ele tem

Sem que ele tenha essa necessidade.

Ah, tudo isto é para dizer apenas

Que não estou bem na vida, e quero ir

Para um lugar mais sossegado, ouvir

Correr os rios e não ter mais penas.

Sim, estou farto do corpo e da alma

Que esse corpo contém, ou é, ou faz-se...

Cada momento é um corpo no que nasce...

Mas o que importa é que não tenho calma.

Não tenciono escrever outro poema

Tenciono só dizer que me aborreço.

A hora a hora minha vida meço

E acho-a um lamentável estratagema

De Deus para com o bocado de matéria

Que resolveu tomar para meu corpo...

Todo o conteúdo de mim é porco

E de uma chatíssima miséria.

Só é decente ser outra pessoa

Mas isso é porque a gente a vê por fora...

Qualquer coisa em mim parece agora

Álvaro de Campos (Fernando Pessoa)

 

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Domingo, 31 de Janeiro de 2016

Homenagem da Câmara Municipal da Amadora a Nadir Afonso.

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Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2016

Desenhos de arquitetura de Nadir Afonso

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© Nadir Afonso. 


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Segunda-feira, 25 de Janeiro de 2016

Exposição Nadir Afonso - Sequenzas no Museu Nacional Machado de Castro em Coimbra

  

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 Museu Nacional de Machado de Castro.

LA e Ana Alcoforado


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Quinta-feira, 21 de Janeiro de 2016

Exposição Nadir Afonso - Sequenzas no Museu Nacional Machado de Castro em Coimbra

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Terça-feira, 19 de Janeiro de 2016

Montagem da Exposição de Nadir Afonso no Museu Nacional Machado de Castro

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Sábado, 16 de Janeiro de 2016

«Só a arte é útil. Crenças, exércitos, impérios, atitudes - tudo isso passa. Só a arte fica, por isso só a arte se vê, porque dura. » Fernando Pessoa

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Quinta-feira, 14 de Janeiro de 2016

Copacabana

COPACABANA, c. 1955, Óleo sobre tela. 83,7 x 129,

 © Nadir Afonso.


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Sexta-feira, 8 de Janeiro de 2016

Heraclion

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 © Nadir Afonso

 

«Por toda a parte existe Geometria».  Platão


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Terça-feira, 5 de Janeiro de 2016

Arq. Álvaro Siza: preparação do plano de musealização do Museu Nadir Afonso em Chaves

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Segunda-feira, 4 de Janeiro de 2016

Da Ocidental Praia Lusitana

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© Nadir Afonso.


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Sexta-feira, 1 de Janeiro de 2016

Feliz ano novo para todos ... Um maravilhoso 2016...

Palaces

© Nadir Afonso.

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Quarta-feira, 30 de Dezembro de 2015

Passagem das Horas

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© Nadir Afonso.

 

 

«Trago dentro do meu coração,

Como num cofre que se não pode fechar de cheio,

Todos os lugares onde estive,

Todos os portos a que cheguei,

Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,

Ou de tombadilhos, sonhando,

E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero.

A entrada de Singapura, manhã subindo, cor verde,

O coral das Maldivas em passagem cálida,

Macau à uma hora da noite... Acordo de repente...

Yat-lô-ô-ô-ô-ô-ô-ô-ô-ô... Ghi — ...

E aquilo soa-me do fundo de uma outra realidade...

A estatura norte-africana quase de Zanzibar ao sol...

Dar-es-Salaam (a saída é difícil)...

Majunga, Nossi-Bé, verduras de Madagáscar...

Tempestades em torno ao Guardafui...

E o Cabo da Boa Esperança nítido ao sol da madrugada...

E a Cidade do Cabo com a Montanha da Mesa ao fundo...

Viajei por mais terras do que aquelas em que toquei...

Vi mais paisagens do que aquelas em que pus os olhos...

Experimentei mais sensações do que todas as sensações que senti,

Porque, por mais que sentisse, sempre me faltou que sentir

E a vida sempre me doeu, sempre foi pouco, e eu infeliz.

A certos momentos do dia recordo tudo isto e apavoro-me,

Penso em que é que me ficará desta vida aos bocados, deste auge,

Desta estrada às curvas, deste automóvel à beira da estrada, deste aviso,

Desta turbulência tranquila de sensações desencontradas,

Desta transfusão, desta insubsistência, desta convergência iriada,

Deste desassossego no fundo de todos os cálices,

Desta angústia no fundo de todos os prazeres,

Desta saciedade antecipada na asa de todas as chávenas,

Deste jogo de cartas fastiento entre o Cabo da Boa Esperança e as Canárias.

Não sei se a vida é pouco ou de mais para mim.

Não sei se sinto de mais ou de menos, não sei

Se me falta escrúpulo espiritual, ponto-de-apoio na inteligência,

Consanguinidade com o mistério das coisas, choque

Aos contactos, sangue sob golpes, estremeção aos ruídos,

Ou se há outra significação para isto mais cómoda e feliz.

Seja o que for, era melhor não ter nascido,

Porque, de tão interessante que é a todos os momentos,

A vida chega a doer, a enjoar, a cortar, a roçar, a ranger,

A dar vontade de dar gritos, de dar pulos, de ficar no chão, de sair

Para fora de todas as casas, de todas as lógicas e de todas as sacadas,

E ir ser selvagem para a morte entre árvores e esquecimentos

Entre tombos, e perigos e ausência de amanhãs,

E tudo isto devia ser qualquer outra coisa mais parecida com o que eu penso,

Com o que eu penso ou sinto, que eu nem sei qual é, ó vida.

Cruzo os braços sobre a mesa, ponho a cabeça sobre os braços,

E preciso querer chorar, mas não sei ir buscar as lágrimas...

Por mais que me esforce por ter uma grande pena de mim, não choro,

Tenho a alma rachada sob o indicador curvo que lhe toca...

Que há-de ser de mim? Que há-de ser de mim?

Correram o bobo a chicote do palácio, sem razão,

Fizeram o mendigo levantar-se do degrau onde caíra.

Bateram na criança abandonada e tiraram-lhe o pão das mãos.

Oh mágoa imensa do mundo, o que falta é agir...

Tão decadente, tão decadente, tão decadente...

Só estou bem quando ouço música, e nem então.

Jardins do século dezoito antes de 89,

onde estais vós, que eu quero chorar de qualquer maneira?

Como um bálsamo que não consola senão pela ideia de que é um bálsamo,

A tarde de hoje e de todos os dias pouco a pouco, monótona, cai.

Acenderam as luzes, cai a noite, a vida substitui-se.

Seja de que maneira for, é preciso continuar a viver.

Arde-me a alma como se fosse uma mão, fisicamente.

Estou no caminho de todos e esbarram comigo.

Minha quinta na província,

Haver menos que um comboio, uma diligência e a decisão de partir entre mim e ti.

Assim fico, fico... Eu sou o que sempre quer partir,

E fica sempre, fica sempre, fica sempre,

Até à morte fica, mesmo que parta, fica, fica, fica...

Torna-me humano, ó noite, torna-me fraterno e solícito.

Só humanitariamente é que se pode viver.

Só amando os homens, as acções, a banalidade dos trabalhos,

Só assim — ai de mim! —, só assim se pode viver

Só assim, ó noite, e eu nunca poderei ser assim!

Vi todas as coisas, e maravilhei-me de tudo,

Mas tudo ou sobrou ou foi pouco — não sei qual — e eu sofri.

Vivi todas as emoções, todos os pensamentos, todos os gestos,

E fiquei tão triste como se tivesse querido vivê-los e não conseguisse

Amei e odiei como toda a gente,

Mas para toda a gente isso foi normal e instintivo,

E para mim foi sempre a excepção, o choque, a válvula, o espasmo.

Vem, ó noite, e apaga-me, vem e afoga-me em ti.

Ó carinhosa do Além, senhora do luto infinito,

Mágoa externa da Terra, choro silencioso do Mundo.

Mãe suave e antiga das emoções sem gesto,

Irmã mais velha, virgem e triste, das ideias sem nexo,

Noiva esperando sempre os nossos propósitos incompletos,

A direcção constantemente abandonada do nosso destino,

A nossa incerteza pagã sem alegria,

A nossa fraqueza cristã sem fé,

O nosso budismo inerte, sem amor pelas coisas nem êxtases,

A nossa febre, a nossa palidez, a nossa impaciência de fracos,

A nossa vida, ó mãe, a nossa perdida vida...

Não sei sentir, não sei ser humano, conviver

De dentro da alma triste com os homens meus irmãos na terra.

Não sei ser útil mesmo sentindo, ser prático, ser quotidiano, nítido,

Ter um lugar na vida, ter um destino entre os homens,

Ter uma obra, uma força, uma vontade, uma horta,

Uma razão para descansar, uma necessidade de me distrair,

Uma coisa vinda directamente da natureza para mim.

Por isso se para mim materna, ó noite tranquila...

Tu, que tiras o mundo ao mundo, tu que és a paz,

Tu que não existes, que és só a ausência da luz,

Tu que não és uma coisa, um lugar, uma essência, uma vida,

Penélope da teia, amanhã desfeita, da tua escuridão,

Circe irreal dos febris, dos angustiados sem causa,

Vem para mim, ó noite, estende para mim as mãos,

E sê frescor e alívio, ó noite, sobre a minha fronte...

Tu, cuja vinda é tão suave que parece um afastamento,

Cujo fluxo e refluxo de treva, quando a lua bafeja,

Tem ondas de carinho morto, frio de mares de sonho,

Brisas de paisagens supostas para a nossa angústia excessiva...

Tu, palidamente, tu, flébil, tu, liquidamente,

Aroma de morte entre flores, hálito de febre sobre margens,

Tu, rainha, tu castelã, tu, dona pálida, vem...»

Álvaro de Campos

 


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Terça-feira, 29 de Dezembro de 2015

Salamanca

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 © Nadir Afonso.

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Sexta-feira, 25 de Dezembro de 2015

Boas Festas para todos

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Terça-feira, 22 de Dezembro de 2015

A última árvore de Natal de Nadir Afonso

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Segunda-feira, 21 de Dezembro de 2015

Visita da Faculdade de Arquitetura da Porto ao Museu Nadir Afonso em Chaves - Projeto de Álvaro Siza

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Terça-feira, 15 de Dezembro de 2015

Procissão em Veneza

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 © Nadir Afonso.

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Terça-feira, 8 de Dezembro de 2015

Áspide

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 © Nadir Afonso.


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Sexta-feira, 4 de Dezembro de 2015

Aniversário

Em dia de aniversário de Nadir Afonso

 

 

«No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,

Eu era feliz e ninguém estava morto.

Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,

E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,

Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,

De ser inteligente para entre a família,

E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.

Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.

Quando vim a.olhar para a vida, perdera o sentido da vida.

 

Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,

O que fui de coração e parentesco.

O que fui de serões de meia-província,

O que fui de amarem-me e eu ser menino,

O que fui - ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...

A que distância!...

(Nem o acho... )

O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!

 

O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,

Pondo grelado nas paredes...

O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),

O que eu sou hoje é terem vendido a casa,

É terem morrido todos,

É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...

 

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos ...

Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!

Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,

Por uma viagem metafísica e carnal,

Com uma dualidade de eu para mim...

Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!

 

Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...

A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,

O aparador com muitas coisas - doces, frutas, o resto na sombra debaixo do alçado,

As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos. . .

 

Pára, meu coração!

Não penses! Deixa o pensar na cabeça!

Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!

Hoje já não faço anos.

Duro.

Somam-se-me dias.

Serei velho quando o for.

Mais nada.

Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira! ...

 

O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...

 

 Álvaro de Campos (Fernando Pessoa)


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Quinta-feira, 3 de Dezembro de 2015

Belas Artes celebra os 95 anos do nascimento de Nadir Afonso

Belas Artes celebra os 95 anos do nascimento de Nadir Afonso

Nadir Afonso

Nadir Afonso (Foto: DR)

A Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP) vai assinalar no próximo dia 4 de dezembro os 95 anos sobre o nascimento de Nadir Afonso (1920-2013), artista formado em Arquitetura na Escola Belas-Artes do Porto (antecessora das atuais faculdades de Arquitetura e Belas Artes da U.Porto), mas que veio a ser um dos grandes pintores portugueses do século XX e figura essencial do Modernismo em Portugal.

O ponto alto da homenagem será a apresentação, em estreia absoluta, pelas 17h00, do filme «Nadir, o Arquitecto», escrito e realizado por Bernardo Pinto de Almeida, historiador e professor na FBAUP e estudioso da obra de Nadir Afonso.

Após o filme, terá lugar uma conversa informal sobre Nadir com a presença de Bernardo Pinto de Almeida, da Presidente da Fundação Nadir Afonso, Laura Afonso, dos professores Adriano Rangel e António Quadros Ferreira, autor de vários ensaios sobre o Artista, e ainda Fátima Lambert, do Instituto Superior de Educação do Porto.

Autor de uma obra singular, onde a pintura e a arquitetura se cruzam e e influenciam, Nadir Afonso (1920, Chaves) formou-se em  Arquitetura pela Escola de Belas-Artes do Porto e em Pintura pela École de Beaux-Arts de Paris (1946),ao lado de nomes como Pablo Picasso, Max Ernst, ou Max Jacob. Os anos seguintes são divididos entre Paris e o Brasil, onde colabora com arquitetos de renome como Le Corbusier  ou Óscar Niemeyer.

Na primeira metade da década de 40, tendo estado ligado no Porto à fundação do Grupo dos Independentes, ao lado de vários companheiros da Escola como Júlio Resende ou Victor Palla, elaborou as suas primeiras obras abstratas cujo desenvolvimento seria pouco depois reconhecido em Paris onde chegou em 1946. Na capital francesa foi rapidamente acolhido pela geração da Abstração Geométrica, que se afirmava através da célebre Galeria Denise Renée, onde expôs e que viria a ter a sua consagração na exposição internacional «Le Mouvement», comissariada por Pontus Hulton em 1955.

Para além da obra que deixou como pintor, Nadir Afonso é autor de uma complexa teoria estética, tendo publicado vários livros de ensaio onde defende que a arte é puramente objetiva e regida por leis matemáticas. Dos trilhos da abstração resultou uma obra pioneira e um legado vastíssimo que, em 2016, será acolhido pelo edifício projetado por Álvaro Siza Vieira, construído em Chaves.

Em novembro de 2012, foi agraciado pela Universidade do Porto com o título de Doutor «Honoris Causa», por proposta da Faculdade de Belas Artes. Faleceu a 11 de novembro de 2013, aos 93 anos, em Cascais.

A sessão vai ter lugar na Aula Magna da FBAUP e é aberta ao público.


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Quarta-feira, 2 de Dezembro de 2015

Nadir, o arqutecto - na FBAUP

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Segunda-feira, 30 de Novembro de 2015

Sol de Inverno

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© Nadir Afonso.


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Segunda-feira, 23 de Novembro de 2015

Bruxelles

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© Nadir Afonso.


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Domingo, 22 de Novembro de 2015

Praça da Batalha, Porto

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 © Nadir Afonso.


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Terça-feira, 17 de Novembro de 2015

Jaipur

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 © Nadir Afonso.

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Sábado, 14 de Novembro de 2015

Paris

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© Nadir Afonso.

 

 

 

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Terça-feira, 10 de Novembro de 2015

...

«O problema da proteção aos artistas, ou qualquer problema parecido, não existe em relação ao homem de génio, cuja vida mental é uma coisa aparte e que passa, em geral, incompreendido na sua época, ou, pelo menos, incompreendido naquilo mesmo que é nele génio.» Fernando Pessoa

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Domingo, 8 de Novembro de 2015

Desiquilíbrios

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 © Nadir Afonso.


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Terça-feira, 3 de Novembro de 2015

Cais de Santos

«Ó céu azul — o mesmo da minha infância —
Eterna verdade vazia e perfeita!
Ó macio Tejo ancestral e mudo,
Pequena verdade onde o céu se reflete!
Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje!
Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta.

Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo...
E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!  »

Álvaro de Campos (Fernando Pessoa) Lisboa revisited

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© Nadir Afonso.


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Sexta-feira, 30 de Outubro de 2015

Ausência

© Nadir Afonso.

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Florbela Espanca

Morte, minha Senhora Dona Morte,
Tão bom que deve ser o teu abraço!
Lânguido e doce como um doce laço
E, como uma raiz, sereno e forte.

Não há mal que não sare ou não conforte
Tua mão que nos guia passo a passo,
Em ti, dentro de ti, no teu regaço
Não há triste destino nem má sorte.

Dona Morte, dos dedos de veludo,
Fecha-me os olhos que já viram tudo!
Prende-me às asas que voaram tanto!

Vim da Moirama, sou filha de rei,
Má fada me encantou e aqui fiquei
À tua espera... quebra-me o encanto!»

Florbela Espanca

 


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Domingo, 25 de Outubro de 2015

Thot

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 © Nadir Afonso.

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Quarta-feira, 21 de Outubro de 2015

Visita da Casa de Arquitetura ao Museu Nadir Afonso em Chaves - Projeto de Álvaro Siza

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Segunda-feira, 12 de Outubro de 2015

Centro de Artes Nadir Afonso em Boticas na revista arqa

 

 

 

 

 

 

 

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Quarta-feira, 7 de Outubro de 2015

Salamanca

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© Nadir Afonso. 


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Quarta-feira, 30 de Setembro de 2015

Tágides

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 © Nadir Afonso.


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Terça-feira, 22 de Setembro de 2015

Moscovo

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 © Nadir Afonso.


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Domingo, 20 de Setembro de 2015

Irís

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 © Nadir Afonso.

 

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Terça-feira, 15 de Setembro de 2015

Chaves na revista japonesa de arquitectura GA

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Domingo, 13 de Setembro de 2015

Matin

 

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© Nadir Afonso.

 


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